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+ um ebook pra melhorar o teu dia. Quem não pode com mandinga, não carrega patuá - Um olhar psicanalítico sobre forças visíveis e invisíveis.

INTRODUÇÃO Há expressões populares que atravessam gerações sem pedir licença. Elas não pedem explicação — se impõem. “Quem não pode com mandinga, não carrega patuá” é uma dessas frases que carregam mais do que palavras: carregam história, crença, medo e sabedoria. Mas este livro não começa aqui. Ele nasce de uma continuidade. Em O Princípio da Sua Parte, foi apresentado um ponto fundamental: cada sujeito tem uma participação inegociável naquilo que vive, sente e repete. Não há acaso absoluto. Há implicação. Agora avançamos. Se antes a pergunta era: Qual é a sua parte nisso? Agora ela muda de nível: Você suporta lidar com aquilo que a sua parte revela? Porque reconhecer é um movimento. Sustentar é outro. E é nesse ponto que muita gente trava. Quando se fala em mandinga, fala-se daquilo que escapa, atravessa e acontece sem pedir autorização. Quando se fala em patuá, fala-se do que o sujeito cria para se proteger — ou acreditar que está protegido. Traduzindo: a mandinga é o que insiste o ...

Leia o Ebook - "O Princípio da Sua Parte" e comece a dar jeito na sua vida.

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Entre o desejo e a falta.

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Quantas e quantas vezes temos certeza de que nada dá certo… e esquecemos que talvez estejamos apenas olhando errado. O desejo, no fundo, é simples: nos encontrarmos quando estamos perdidos, ou encontrar alguém que compreenda o elo dos sonhos que existiam entre o antes e o agora. Relaxa. É cedo demais para pensar que é tarde. Refaça os planos. Esqueça o que doeu. Siga em frente — porque ninguém sabe a mágoa que o outro carrega. Muitas vezes nos veem sorrir, mas não conhecem a solidão que atravessamos. Ainda assim, há algo em nós que insiste, que sobrevive, que ajuda a suportar a angústia. E assim vamos vivendo — como a vida nos leva. Falamos de tudo: do outro, da outra, do dinheiro, do rock, até do barulho do mar… mas quase nunca falamos da vida que levamos. E, por isso, ninguém sabe o que realmente passamos. Mas tudo tem jeito. Aumente o som. A fala não falha. Desperte a vontade. Sorria — a tristeza se cala. Leve a vida que você quer levar. Porque, como dizia um bêbado entre uma tacada...

O Nó da Equação: Do Labirinto de Espelhos ao Horizonte de Caetano

Você há de pensar: o que uma equação matemática está fazendo numa construção psicanalítica? Tudo começa com uma pergunta. Quanto à resposta, ela não deveria ser difícil, mas eu vou te ajudar. Imagine a nossa vida. Esta equação complexa abaixo representa o que os "outros" — a cultura, a família, as expectativas sociais — nos dizem sobre o que fazer e como ser. A Trajetória do Confuso: 1 + 1 = x (1 + 1) ² = x² 1² + 2(1) (1) + 1² = x² 1 + 2 + 1 = x² 4 = x² x =  √4     x = 2   Neste ponto, abro um parêntese necessário para pedir desculpas aos matemáticos e à sua ciência da precisão absoluta. Onde o número busca a exatidão que não admite dúvidas, a Psicanálise habita a imprecisão que não aceita silêncios. Usamos o rigor da matemática como metáfora para denunciar o que temos de mais abstrato: a nossa capacidade de complicar o óbvio. Que a precisão nos perdoe, mas na geometria do trauma, a linha reta é quase sempre uma ilusão imposta. Entenderam o imbróg...

A Nave dos Divergentes: O Sujeito entre o Vazio do Ateísmo e o Grito dos Dogmas

A Nave dos Divergentes: O Sujeito entre o Vazio do Ateísmo e o Grito dos Dogmas [Nota aos passageiros: Este ensaio abdica das amarras da pontuação tradicional em homenagem à fluidez de José Saramago. Aqui, o ritmo é o seu próprio fôlego e a leitura, um convite ao fluxo da subjetividade que se nega ao ponto final... e corre o risco de continuar.] Vivemos um tempo de placas tectônicas empíricas ou aristotélicas disformes se chocando entre o sagrado e o profano e de um lado a partir de 2020 o Tratado de Ateologia de Michel Onfray e Os Delírios de Dawkins de Richard Dawkins começam a gravitar em bibliotecas mentais da sociedade europeia e dão início a voos mais longos atravessando o oceano e já fazendo pouso em terras americanas trazendo da Europa um deserto de sentido onde a razão é a única bússola e o céu é um teto vazio e acreditem ou não abanados pelos ramos das palmeiras tropicais no Brasil já se faz sentir pelos arautos evangélicos brasileiros em polvorosa pelos gritos nos altares qu...

O que são sintomas psicossomáticos? Quando o corpo expressa o que não foi dito

 Os sintomas psicossomáticos costumam gerar dúvidas e, muitas vezes, frustração. Exames não indicam alterações significativas, tratamentos não apresentam resultados duradouros e, ainda assim, o sofrimento persiste. O que está acontecendo quando o corpo manifesta algo que a medicina não consegue explicar completamente? Na perspectiva da psicanálise, o sintoma não é apenas um fenômeno físico. Ele pode ser compreendido como uma forma de expressão de conflitos psíquicos que não encontraram outra via de manifestação. Isso não significa que o sintoma seja “apenas psicológico”. A dor, o desconforto e o mal-estar são reais. O que se propõe é considerar que há uma articulação entre corpo e psique. O corpo pode, nesse contexto, funcionar como um lugar de inscrição do que não foi simbolizado. Experiências difíceis, emoções não elaboradas, conflitos inconscientes — tudo isso pode encontrar no corpo uma forma de se apresentar. O sintoma psicossomático não é uma escolha consciente. Ele sur...

Por que repetimos padrões de sofrimento? Uma leitura psicanalítica

Muitas pessoas se percebem presas a situações que parecem se repetir ao longo da vida. Relações que seguem o mesmo roteiro, escolhas que conduzem a impasses semelhantes, experiências que, apesar de diferentes na forma, mantêm um mesmo tipo de sofrimento. Diante disso, surge uma pergunta inevitável: por que isso continua acontecendo? A psicanálise aborda essa questão a partir da ideia de repetição. O que se repete não é um erro consciente, mas algo que opera em um nível que escapa ao controle direto do sujeito. Trata-se de uma lógica inconsciente. Essa repetição não ocorre por acaso. Ela está ligada a experiências anteriores que não foram plenamente elaboradas e que, de alguma forma, continuam a se inscrever na vida atual. O sujeito não escolhe repetir no sentido consciente. Ao contrário, muitas vezes sofre justamente por não conseguir fazer diferente. É nesse ponto que a escuta psicanalítica se torna fundamental. Ao falar sobre essas repetições, ao construir um percurso que perm...