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Como a mudança acontece na Psicanálise?

A mudança na psicanálise não acontece de forma imediata, nem como resultado de um simples entendimento racional. Ela é um processo que envolve implicação, tempo e reposicionamento subjetivo. Na perspectiva da Psicanálise da Mudança , a transformação não está apenas no que aconteceu com o sujeito, mas na forma como ele passa a se colocar diante da própria história. Ao longo da experiência clínica, algo fundamental se evidencia: compreender não é o mesmo que mudar. Muitas pessoas entendem suas questões, mas continuam repetindo os mesmos padrões. A mudança começa quando há implicação. O ponto de virada O ponto de virada ocorre quando o sujeito deixa de ocupar apenas o lugar de quem explica sua história e passa a assumir uma posição ativa diante dela. Na Psicanálise da Mudanç a , isso significa reconhecer que, mesmo diante das circunstâncias, existe uma parte que lhe cabe — e é a partir dessa parte que algo novo pode surgir. Mudança não é ruptura imediata É importante destacar: a...

O que é Psicanálise da Mudança?

Responsabilidade e transformação na experiência psicanalítica Durante muito tempo, aprendemos a explicar o sofrimento humano olhando para fora: a infância, os pais, a sociedade, os traumas, as circunstâncias da vida. Nada disso é falso. Mas também não é toda a verdade. A Psicanálise da Mudança surge como um ponto de inflexão nessa leitura. Ela não nega a história — mas desloca o foco para algo decisivo: a implicação do sujeito naquilo que vive. Na experiência clínica, algo se torna evidente: a vida de alguém começa a mudar não quando encontra todas as respostas, mas quando passa a se implicar nas próprias perguntas. O que propõe a Psicanálise da Mudança? A proposta é simples — e ao mesmo tempo exigente. Não se trata de apagar o passado, nem de encontrar culpados definitivos. Trata-se de reconhecer que, mesmo diante do que nos atravessa, há sempre uma parte que nos cabe. Essa “parte” não é culpa. É responsabilidade subjetiva. E é justamente aí que a mudança se torna possível....

Metáfora do Avião - Uma viagem pelas asas da psicanálise

Você pode até jogar uma pedra em um avião. Se ele estiver parado no aeroporto, é possível acertá-lo. Mas se estiver voando, não há pedra que o alcance. Essa imagem simples diz algo importante sobre a vida humana. Quando estamos parados — presos às mesmas queixas, aos mesmos conflitos, às mesmas repetições — tornamo-nos alvos fáceis. Alvos de críticas, de frustrações, de ressentimentos e, muitas vezes, das próprias pedras que nós mesmos arremessamos contra os outros.  E também é muito fácil ocupar o lugar da vítima.  A vida cotidiana está cheia dessa dinâmica: pessoas atirando pedras umas nas outras e, ao mesmo tempo, reclamando das pedradas que recebem. Em muitos momentos, até mesmo o discurso psicológico e psicanalítico corre o risco de permanecer apenas nesse território da lamentação. Fala-se de sofrimento, de sintomas, de recalques, de conflitos do inconsciente. Utilizam-se conceitos importantes — como inconsciente, ego e superego — formulados por Sigmund Freud para compre...