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📖 CAPÍTULO 5 - As tempestades

       O céu muda sem avisar. Não escurece de repente. Só vai perdendo cor. O ônibus segue. Mas agora balança. — Isso não tava no plano… — digo. Sigmund Freud responde: — Nunca esteve. Uma freada leve. Um ruído estranho. Gente se ajeitando no banco. — Eu sabia… — resmungo — sempre acontece alguma coisa. Jacques Lacan olha de lado: — Sempre… ou você reconhece quando acontece? — Ah, agora até isso? — digo — não posso nem reclamar? Maria Rita Kehl responde: — Pode. A questão é: isso muda alguma coisa? O ônibus balança mais forte. Alguém lá atrás reclama alto. — Sinceramente… — digo — acho que isso não é pra mim. Silêncio. Byung-Chul Han fala baixo: — O cansaço sempre oferece uma saída. — Qual? — Voltar… ou desistir sem dizer que desistiu. Isso pega. — E qual o problema de voltar? — retruco — pelo menos lá eu sabia como era. Christian Dunker responde: ...

O PRINCÍPIO DA SUA PARTE A Sua Parte no Caos: Qual é a Sua Responsabilidade no que te Acontece?- “Leia este livro — se estiver disposto a sair da mesmice.”

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  🧠 Introdução Este não é um livro para distração. Também não é para confirmação do que você já pensa. Se você chegou até aqui, há algo que insiste. Algo que se repete. Algo que, de alguma forma, não muda. E não muda porque, em algum ponto, a sua parte ainda não foi assumida. A experiência psicanalítica não se sustenta na explicação, mas no momento em que aquilo que era evitado passa a ser reconhecido como próprio. É nesse ponto que algo se desloca. Não fora. Mas em você. E quando isso acontece, o que antes parecia destino começa a revelar outra coisa: repetição. Este livro não oferece saídas prontas. Mas pode te colocar diante de uma pergunta da qual já não será tão simples escapar: o que, nisso tudo, é da sua parte? A leitura não termina aqui. É justamente agora que começa. ➡️ Leia o Capítulo 1 - Naquela mesa, só falta você

O que é Psicanálise da Mudança?

Responsabilidade e transformação na experiência psicanalítica Durante muito tempo, aprendemos a explicar o sofrimento humano olhando para fora: a infância, os pais, a sociedade, os traumas, as circunstâncias da vida. Nada disso é falso. Mas também não é toda a verdade. A Psicanálise da Mudança surge como um ponto de inflexão nessa leitura. Ela não nega a história — mas desloca o foco para algo decisivo: a implicação do sujeito naquilo que vive. Na experiência clínica, algo se torna evidente: a vida de alguém começa a mudar não quando encontra todas as respostas, mas quando passa a se implicar nas próprias perguntas. O que propõe a Psicanálise da Mudança? A proposta é simples — e ao mesmo tempo exigente. Não se trata de apagar o passado, nem de encontrar culpados definitivos. Trata-se de reconhecer que, mesmo diante do que nos atravessa, há sempre uma parte que nos cabe. Essa “parte” não é culpa. É responsabilidade subjetiva. E é justamente aí que a mudança se torna possível....

O Principio de Sua Parte - Uma imersão científica refinada para nova degustação psicanalítica

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  Responsabilidade e transformação na experiência psicanalítica, onde a análise começa escutando a angústia, mas a transformação começa quando o sujeito faz a sua parte. Introdução Este estudo nasce da escuta da inquietação do sujeito como sintomas, recalques e conflitos inconscientes que constituíram o campo inicial de investigação de Sigmund Freud , que demonstrou como experiências psíquicas reprimidas podem se manifestar na forma repetições na vida dos sujeitos. Desde então, diferentes correntes da psicanálise buscaram compreender as formas pelas quais o sujeito se relaciona com aquilo que o faz sofrer. Entretanto, uma questão atravessa silenciosamente a experiência clínica: o que faz com que, em determinado momento, algo realmente mude na vida de um sujeito? A compreensão da história pessoal e das determinações inconscientes é um passo importante no processo analítico. No entanto, a experiência clínica mostra que a compreensão, por si só, fica patinando e nem sempre ...

Metáfora do Avião - Uma viagem pelas asas da psicanálise

Você pode até jogar uma pedra em um avião. Se ele estiver parado no aeroporto, é possível acertá-lo. Mas se estiver voando, não há pedra que o alcance. Essa imagem simples diz algo importante sobre a vida humana. Quando estamos parados — presos às mesmas queixas, aos mesmos conflitos, às mesmas repetições — tornamo-nos alvos fáceis. Alvos de críticas, de frustrações, de ressentimentos e, muitas vezes, das próprias pedras que nós mesmos arremessamos contra os outros.  E também é muito fácil ocupar o lugar da vítima.  A vida cotidiana está cheia dessa dinâmica: pessoas atirando pedras umas nas outras e, ao mesmo tempo, reclamando das pedradas que recebem. Em muitos momentos, até mesmo o discurso psicológico e psicanalítico corre o risco de permanecer apenas nesse território da lamentação. Fala-se de sofrimento, de sintomas, de recalques, de conflitos do inconsciente. Utilizam-se conceitos importantes — como inconsciente, ego e superego — formulados por Sigmund Freud para compre...

É bom que faças sua parte, senão a tua vaca vai pro brejo.

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Faça a Sua Parte. Tem gente que vive assim: ou é defeito… ou é conserto. Quando dá errado, a culpa é da peça. Quando dá certo, foi sorte. E no meio disso tudo, a vida esperando alguém aparecer. Mas há uma pergunta que desmonta essa cena: Qual é a Sua Parte nisso? Vivemos na era do cansaço. Não é apenas falta de sono. É excesso de estímulo, cobrança, de comparação (esta é cruel, muito cruel), excesso de tudo e mais um pouco. Alain Ehrenberger chamou isso de Culto ao Desempenho , Byung-Chul Han chama de Sociedade do Cansaço e mostra como deixamos de ser reprimidos para nos tornarmos exploradores de nós mesmos. Não precisamos mais de um chefe nos vigiando. Nós mesmos fazemos isso — com "eficiência impressionante". E quando não damos conta desta miscelânea psíquica? Ai, entra a “Sua Parte” para atravessar os bloqueios provocados por ansiedade, sensação de fracassos e outros que tais para e clarear o horizonte da mudança. Autoras como Aline Fernandes, ao discutir ansiedade, burno...

Os 5 sinais de que você começou a fazer a sua parte na vida.

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Não é de hoje que as pessoas falam de seus problemas, olhando apenas para o lado de fora da caixa. Tá hora de olhar pra dentro da caixa e agir. Como faz isso? Fazendo a Sua Parte, seja na família, no trabalho, nos relacionamentos para mudar o rumo e o redor de cada um. Não é uma mudança mágica. É uma mudança de posição. É quando começa aquilo que podemos chamar de Princípio da Sua Parte . E existem  alguns  sinais claros de que essa virada começou. Bora ver! 1. Você para de esperar que os outros resolvam sua vida Este sinal é a abertura da temporada de saber que a nossa crença de que alguem iria aparecer para solucionar foi embora e não vai voltar. Interessante é que levamos nossa vida imaginando que  um parceiro de festas ou de lamentações, um chefe bom de conversa, um terapeuta amigo ou um "crush" iria botar a mao no fogo por nós. E nada disso aconteceu. Esta é a hora de botar o pé na estrada e iniciar a travessia psicanalítica. Aí é que entra o ...