Gestão ambiental como política pública de sustentabilidade



Resumo

Este artigo, utilizando-se da teoria crítica e do conceito gramsciano de hegemonia, argumenta que Gestão Ambiental pode ser entendida como um alerta para o público sobre os problemas ambientais que povoam as telas e folhas cotidianas espalhadas pelos meios comunicacionais, tornando-o potencialmente vulnerável às suas atividades exploratórias, ameaçando sua presença sobre a Terra. Na concretude, gestão ambiental é um conjunto de práticas que busca minimizar as conseqüências ambientais da produção humana, procurando a nível prático-teórico construir produtos e empresas, legitimando a primazia do “verde” na resolução dos problemas presentes. O papel da gestão nesta abordagem é visto como uma política de sustentabilidade. Bookchin (citado em Merchant, 1992) tem argumentado que o nosso mundo vai ser submetido a mudanças revolucionárias, de tão longo alcance, em caráter, que a humanidade ou vai transformar totalmente suas relações sociais e sua própria concepção de vida, ou irá sofrer um colapso que pode muito bem acabar o mandato de humanidade no planeta. (P. 144)
Em contraste com esta visão apocalíptica, argumenta-se aqui que o capitalismo é capaz de adaptar e responder aos desafios ambientais, agindo sobre a política, níveis materiais e ideológicos. Ao invés de olhar de longe a Gestão Ambiental ou adotá-la como uma panacéia, é preciso entendê-la como um alerta sobre os excessos ambientais praticados e de sua capacidade para contorná-los, enquanto ação minimizadora dos impactos provocados pelo homem.

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