Lugares por onde andei: Fernando de
Noronha
Considerando o que se ouve, se fala e se olha sobre Fernando
de Noronha, evidentemente que, dá uma vontade muito grande de ver como é que é,
ainda mais quando, dias atrás, um viajante, lá pelas bandas do Jalapão disse
que em matéria de turismo, Noronha está em primeiro lugar como ponto de
visitação no Brasil. Quando ouvi, logo imaginei que tal turista tinha passado
por lá para dar este veredito. Estas palavras permaneceram em mim até o dia, no
qual poderia comprovar tal afirmativa, pois em se tratando de Jalapão, nadamos
de braçadas. Mas, este assunto é para outra postagem. E o dia de conhecer
Noronha, chegou. E viva o ecoturismo e a aventura! Viva as praias, as baias,
mergulhos, surfe e as trilhas.
A
justificativa pra conhecer tal ilha baseia-se, primeiramente na “inveja”,
segundamente no gosto pela aventura e, malandramente, pela oportunidade,
aguardada. E lá vamos nós, nuvens adentro, rumo ao arquipélago.
A aterrisagem foi tranquila numa tarde cinzenta, porem
calorenta. A passagem pelo hall de acesso á ilha, um tanto quanto modorrenta,
pelo fato de alguns não terem pago a taxa de entrada na ilha na compra do
pacote turístico e ter que faze-lo no momento da entrada nas instalações do
aeroporto, fato muito comum no trade, ao qual já estamos bastante acostumados. Aliás,
para aproveitar os encantos da ilha, é necessário pagar uma taxa diária, a TPA
– Taxa de Preservação Ambiental, que pode ser paga antecipadamente.
Do lado de fora, vans, taxis e bugs disputavam a prioridade
no traslado dos visitantes a suas respectivas pousadas, contratadas
anteriormente, sem saber que a poucos metros um ponto de ônibus poderia ser
utilizado para embarque num coletivo que faria o mesmo trajeto, com enorme
economia. Bem, e nós? Embarcamos numa van, convidados que fomos por um agente
que nos entregou à Pousada contratada.
As Pousadas se equivalem, pois sobram na ilha. Café da manhã básico,
quarto com ar condicionado e espaço bem definido para pouca bagagem. O
atendimento dentro daquele padrão estimulo-resposta tão comum em nossas
andanças. Claro que fomos bem recebidos e atendidos sempre que as duvidas
apareciam quanto a locais, direção e aconselhamentos. E depois destas
conversas, adentramos pelas trilhas da ilha, induzidos que fomos a fazer um
tour motorizado para os iniciantes do passeio.
Ilha tour é um passeio realizado por caminhonetes, taxis,
bugs onde os turistas, caso sejam apanhados primeiro, vão na cabine, caso contrário,
sobra pra carroceria. Carroceria coberta e as laterais livres para admirar
melhor a paisagem. Mas, o itinerário é curto, o que demora mais são as
caminhadas por escadas, pedras e mergulho nas águas claras das enseadas. E
passou-se o primeiro dia.
No segundo dia, embicamos nossos narizes para o passeio
marítimo e lá fomos, mas adentro, ver golfinhos, tartarugas, pedaços de
embarcações, peixes de várias cores, espécies e tamanhos. É neste passeio que
temos a oportunidade de mergulho e ser rebocado por uma embarcação através da
prancha subaquática (planasub), que nada mais é do que olhar para o fundo do mar,
de óculos e respirando por canudinho (snorkel). Um passeio assaz interessante.
Teve até uma gaivota nos acompanhando. Um churrasquinho a bordo e muito agua em volta.
No terceiro dia, que deveria ter sido o primeiro, fomos dar
uma volta naquele coletivo (micro-ônibus), citado no inicio desta relato, assim
que saímos do aeroporto, lembram? Um passeio bem interessante, onde passamos a saber
exatamente onde estávamos, a distancia dos atrativos, o tempo percorrido e a
melhor noticia, saber onde se localizava a praia do Porto, local de treinamento
para os passeios aquáticos destinado aos iniciantes nas águas azuis e mornas de Fernando de Noronha.
E assim foi
nossa visita á tão falada ilha, de tantas histórias e glamourização. Mais um
lugar por andamos.
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