Lugares por onde andei: Portugal
Lugares
por onde andei: Portugal
Uma
viagem que nos enche de orgulho. Não só pelo fato de ir frente, mas, sim, para
podermos dar um mergulho nas narrativas de nossa ancestralidade. E assim, num
fim de tarde brasiliense, embarcamos num voo da TAP para botarmos o pé no chão
europeu ou na porta de entrada da civilização, tão falada nos livros de
História. Bem, a viagem não foi lá estas confortalidades, pois viajamos nas
poltronas centrais que nem mexiam e nem ofereciam possibilidades de
contorcionismo num período de oito horas ininterruptas. Foi-nos servido um
jantar digno de viajantes transnacionais e assim, sob, o Atlântico, seguimos
nosso voo noturno. O chegar à Portugal, claro que nos sentimos a ultima cereja
do bolo, afinal aterrissar em Lisboa é descer no portal da Europa. Uma viagem
construída nos detalhes, em idealização, concentração e pesquisa. Pensamos onde
ir, o que fazer, onde e o que comer, onde ir e o que visitar. Legal, porque foi
arrebatador pensar, planejar e executar. E, em solo europeu, deu-se inicio a
mais uma saga afetiva brasileira pela consanguinidade histórica portuguesa. E
de BMW, pois queríamos locar um "Cinquecento" , porem a locadora disse que,
considerando o fato de que iriamos percorrer o país, melhor um veiculo de
ponta. Surpresa! E pelo mesmo preço. Coisas da Europa!
Lisboa
Em
Lisboa, graças a um plano hoteleiro nos hospedamos no Vila Galè Opera. Olha só
a fachada do acolhimento, junto ao Rio Tejo, de onde partiram as grande
navegações, de tantas historias e tradições e ao lado das docas, onde se come um
arroz com tamboril, que é um luxo.
Vejam
a ponte que leva ao sul de Portugal e para as águas mornas do Mar Mediterrâneo
e Marrocos que ainda nos espera. Este Hotel localiza-se junto a uma área
animada e repleta de restaurantes e bares.
Além das 4 estrelas e do firmamento estelar visto de suas janelas dispõe
de piscina coberta e clube de saúde e bem-estar, além de WiFi gratuito, tão
comum por lá. Todos os quartos e suítes dispõem de móveis confortáveis e
incluem serviço de quarto. A equipe cordial do hotel está à sua disposição 24
horas por dia. O restaurante do Galé Ópera serve buffet de café da manhã farto,
bem como buffet e menu à la carte para almoço e jantar. As refeições são
acompanhadas por vinhos, tão comum pelas banda de lá. As opções de
entretenimento incluem um salão de bilhar e música ao vivo em algumas noites. O
Centro de Convenções de Lisboa está a 2 minutos a pé do hotel, e o Museu da
Carris está a menos de 300 metros. Vila
Galé Ópera tem um bonde e estação de trem na porta, e fica a menos de 10
minutos de carro do centro da cidade de Lisboa. É uma ótima escolha para
viajantes interessados em monumentos, cultura e história. Lá se fala 4 idiomas,
incluindo o seu! Brincadeirinha. Estamos de férias! E, por Fátima iniciamos
nossas andanças.
E de
férias seguimos para a cidade de Fátima, ícone católico mundial. Lá
participamos dos eventos diários, compras de lembranças religiosas e seguimos,
com os olhos, o andor de N.S. por entre os fiéis que numa mistura de sotaques cantavam
hinos à divindade. Bem, depois das preces e agradecimentos pela viagem até ali
e pedidos de bonanças à frente nos direcionamos para a cidade de Coimbra, berço
do conhecimento português.
Coimbra
Em
Coimbra, nos hospedamos à margem do Rio Mondego em mais um hotel da rede Vila
Galé e fomos percorrer alguns pontos centrais da cidade. Um desses pontos é a
famosa Universidade, sonho de consumo de milhares de estudantes de lá
estudarem.
E foi uma visita fantástica - saber que pisamos onde
grandes pesquisadores botaram os pés – e ficamos a par de muitas histórias, as
quais os livros oficiais não nos contam, como, por exemplo, o fato deque
aqueles que lá estudavam e cometiam deslizes eram aprisionados nos porões da
biblioteca para que, aquilo que sabiam, não caísse em outras mãos, senão
aquelas que dominavam a territorialidade acadêmica. Soubemos também do ouro ali
depositado e da forma de repassar conhecimentos à época. É muito conhecimento
acumulado durante séculos. Os livros contam
ainda com mais um aliado neste combate diário pela conservação; com efeito, no
interior da biblioteca, habita uma colónia de morcegos, que, durante a noite,
se vai alimentando dos diversos insetos que por aqui aparecem, mantendo,
portanto, todos estes volumes a salvo do seu ataque.
E depois deste banho de
cultura fomos nos deliciar com a gastronomia portuguesa regada a um bom vinho,
descansar e empreender, para o dia seguinte, uma passagem na cidade onde nasceu
o descobridor do Brasil, segundo livros oficiais, Pedro Alves Cabral, em 1467,
de nome Belmonte.
Belmonte

E,
ei-nos aqui, nos sentindo o próprio, em sua própria terra. Terra de Pedro
Álvares Cabral, situada em plena Cova da Beira e com ampla vista sobre a
encosta oriental da Serra da Estrela, a vila de Belmonte justifica plenamente
as características que lhe terão dado o nome. Diz a tradição que o nome
Belmonte provém do lugar onde a Vila se ergue (monte belo ou belo monte).
Porém, há quem lhe atribua a origem de “belli monte” – monte de guerra. Terra
solarenga, de boas gentes, paisagens sem fim e uma história de séculos. E
continuando o descobrimento, agora em terras lusitanas, a nossa viagem seguia
para Covilhã, onde participaríamos de um evento acadêmico, a convite de alunos
brasileiros pós-graduando em Comunicação Social. E lá íamos nós, curiosos e
ansiosos rumo á esta cidade e qual não foi nossa surpresa quando percebemos
que, sem querer, estávamos subindo a Serra da Estrela.Serra da Estrela
Os habitantes e nós, agora conhecedores, consideramos
mesmo que a Serra tem também uma beleza digna de nota. Existem mais atrativos
nas demais encostas e picos da serra e nas suas povoações típicas. Para
usufruir das mesmas precisaríamos despender de um pouco mais de tempo e de
planificação prévia e possuir espírito de aventura. Por enquanto, ficaríamos
somente com o espirito de aventura. Aventura que seguiria em Covilhã.Covilhã
Este nome advém das
ovelhas que forneciam matéria prima para os lanifícios. Com cerca de 37 mil habitantes, é uma cidade
média, situada na encosta da Serra da Estrela, grande montanha continental, e abriga
uma comunidade universitária com cerca
de 7 mil estudantes. Outrora conhecida como a “Manchester Portuguesa” pela sua
tradição têxtil, a cidade é ainda hoje um dos maiores centros de produção de
tecidos, mas a esta indústria acrescentou agora a aposta no turismo e nas novas
tecnologias, o que a torna uma referência nacional no campo das TIC. Com três superfícies comerciais de grandes
dimensões e um comércio tradicional de relevo, a cidade dispõe de vários
espaços de lazer, estruturas de saúde de grande qualidade e uma rede de
transportes com diversas ligações diárias às grandes cidades portuguesas. Muito
bem, e depois destes elogios à cidade apontamos o bico da BMW para Miranda do
D’Ouro, sem antes, pernoitar por dois dias nesta acolhedora cidade,Miranda D’Ouro

É uma cidade do distrito de
Bragança, no Nordeste de Portugal, banhada pelos rios Fresno e Douro, onde
acontece um cruzeiro internacional, pois do outro lado do Rio Douro é a Espanha.
A região montanhosa e árida, mas com lindas
paisagens e envolta pelo Parque Natural do Douro Internacional possui um linguajar próprio- o
Mirandês, que tem sobrevivido à passagem do tempo. Mas há outras tradições que
ainda hoje sobrevivem como em tempos atrás, dado o interesse que as gentes
manifestam e o carinho com que são mantidas na região. É o caso do colorido
folclore com a famosa dança dos Pauliteiros de Miranda - com o seu típico trajo
de saias acompanhados pelo toque da gaita de foles. A proximidade com Espanha
ajuda os numerosos comércios existentes de colchas feitas nos teares
tradicionais, os bordados, as flautas, as gaitas de Foles, as rocas e as castanholas, são igualmente
procuradas por quem se desloca à região. No que toca à gastronomia, na
região transmontana de Miranda do Douro, é obrigatória a posta mirandesa, considerada
a melhor carne do mundo, pois advém de uma raça autóctone e a afamada alheira,
outra iguaria inigualável. Possui uma raça de burros como também uma raça de
ovelhas, as churras, também autóctones. E depois de desfrutarmos todas estas
especialidades rumamos para Viana do Castelo.Viana do Castelo

Situada na foz do Rio Lima,
entre o mar e a montanha, a atrativa cidade de Viana está imersa em tradição. Historicamente, a cidade foi
um ponto de partida durante a época das grandes navegações, quando muitos
exploradores embarcaram para descobrir o
mundo. Atualmente, possui um próspero porto de pesca, reconhecido pela
arquitetura renascentista e um inovador design contemporâneo. No sopé da colina
de Santa Luzia, as estreitas ruelas são ladeadas por belos solares
construídos ao longo dos séculos.
A bela
praia de Cabedelo, de águas gélidas, estende-se pelo estuário do Lima. Viana
vale a pena ser visitada e para tal, nós ajudamos a sua viagem com algumas
sugestões como: subir no elevador até a igreja de Santa Luzia - a vista é fantástica.
Mas para a cereja no topo do bolo há de ir mais além - subir ao Zimbório. As
vistas do Zimbório, em Santa Luzia, são magníficas. O santuário é grandioso,
muito maior do que se está à espera e o seu interior faz lembrar as melhores
catedrais modernas no mundo. Outra sugestão é visitar o navio Gil Eannes. E não
se pode sair desta visita sem se sentir um tremendo orgulho no navio, nos seus
tripulantes e nos estaleiros de Viana. A história do navio hospital está
intimamente ligada à cidade. Hoje pode-se visitar as salas de operações,
internamentos, os laboratórios de análises e todo um conjunto de divisões que
nos permitem conhecer e perceber melhor a vida de embarcado. E depois de nos deliciarmos, por três dias, com
solares e luminárias, zarpamos para Porto, de onde se diz que veio o vinho.
Vamos conferir?
Bem, o vinho do Porto, na verdade, é o vinho transportado
pelo Rio Douro, que nasce na Espanha e atravessa o norte de Portugal inda
desaguar nas aguas do Atlântico. O vinho, então era armazenado em Porto e dai
distribuído pelo mundo. Tudo bem? Quanto à cidade, ela é belíssima, com as
fachadas das casas distribuídas em varias cores, o que a torna um cartão
postal. E tem um passeio de teleférico. Apesar
de bem curtinho, o passeio pelo teleférico é lindo! A vista de lá de cima é
maravilhosa. Quem for ao Porto, não pode perder! Minha sugestão é: atravessar a
Ponte Luís I a pé e de lá pegar o teleférico para descer para Vila Nova de Gaia
e depois de provar algum vinho, voltar a pé em direção à ponte, aproveitando
ainda mais a paisagem da Ribeira! Olha que lindo:







Comentários
Postar um comentário