Nanotecnologia: uma tecnologia para agricultura familiar
Considerando que o desenvolvimento da nanotecnologia no Brasil precisa estar também voltado para o combate a desigualdades sociais, que precisa se realizar de forma estruturada com participação social, com muita transparência para a sociedade, que precisa contemplar recursos financeiros para o desenvolvimento de processos e produtos e que inúmeros produtos já se encontram no mercado, sendo consumidos pela população, e que não só os “especialistas” da academia, governo e da indústria é que podem decidir os rumos deste dês/envolvimento, pergunto: Qual a estratégia de QUEM FAZ, bem como os recursos alocados, para a nanotecnologia auxiliar na produção de alimentos e seus impactos sobre a estrutura de produção da agricultura familiar?
Bem, primeiro vamos saber o que é nanotecnologia. Numa leitura transversal das páginas cotidianas, impressas e digitais, de que pequenos e médios produtores nunca ouviram falar dos benefícios da nanotecnologia, implica na exclusão de parcela expressiva dos mesmos, como também de muitos que sabem da existência da mesma.
Tomando - se o sistema produtivo vigente voltado ao agronegócio, a experiência vivida mostra que as perdas sócio-econômicas impostas àqueles que não tem condições de se adequarem ao novo sistema de produção, são enormes. Falar em nanotecnologia vem à mente agrícola, máquinas menores e melhores. Bem não é só isso, mas para a AF é só isso. Um novo tempo precisa caber no bolso e olhe que o bolso é raso. Bem este assunto interessa diretamente ao leitor.
Sem tratar dos impactos – positivos e negativos – que esta contribuição poderia trazer para a AF é preciso refletir sobre o conceito de agricultura familiar que tem sido discutido em razão das grandes transformações surgidas nos mercados, novos padrões de organizações produtivas, novos fluxos comerciais, os conseqüentes desafios nas formas de integração econômica e inserção social e nas características sociais internas. Bem aí, entra em campo OS PRODUTORES DE CIÊNCIAS.
A importância dessas reflexões não é de natureza teórica, pois teoria é que não falta à agricultura familiar, mas prática, uma vez que indica possíveis modos de intervenção de todos os poderes junto a agricultura familiar. Os produtores rurais de economia familiar vêm, lentamente ganhando mais espaço político no país, pela importância do papel que desempenham na produção de alimentos e bem que merecem políticas publicas melhores. Soma - se a isso a necessidade em promover o acesso a terra e a outros fatores de produção – crédito e infraestrutura – de forma a consolidar seu potencial e a sua declarada necessidade inovativa.
E, o desenvolvimento tecnológico, com a preocupação de incorporá-lo de modo adequado e responsável à agricultura familiar, deve ser perseguido. Para a produção familiar fazer frente às mudanças dos quadros econômico e institucional, precisa se adaptar às novas exigências de eficiência, escala e qualidade. Para isso é preciso que se disponibilize um efetivo suporte científico como estratégia da viabilização econômica e social desse segmento rural. Aí aparece a nanotecnologia para pular a produtividade, fixar a qualidade, otimizar o emprego no campo.
E defender milhares de agricultores familiares. É neste contexto que a Embrapa, empresa de grande competência na geração de conhecimento científico agrícola e tão criticada por apoiar o agronegócio precisa direcionar suas baterias com melhor poder de fogo tecnológico também para a agricultura familiar. Nessa mesma direção de CT&I está o CNPq, órgão público de pesquisa e que precisa ter maior atenção para esse segmento de produtores rurais de economia familiar, ta também na linha de fogo.
É dentro deste balaio aberto à tecnologia, que se deve considerar a agricultura familiar que hoje exerce múltiplas funções, à medida que amplia a preocupação com a certificação dos produtos, qualidade de vida, proteção do meio ambiente, acesso aos serviços como saúde, educação e cultura e que já se depara com normas e padrões internacionais.
As transformações contemporâneas impõem um novo consenso sobre a competitividade que, por se afastar dos pressupostos da produtividade e se aproximar dos da qualidade, (re) introduz a questão da centralidade do trabalho técnico, mas cuja flexibilização passa a apontar para a qualidade de vida do trabalhador, qualidade do produto e do meio ambiente. Bem, deixar a relação de pertencimento e partir em direção à fluidez mercadológica é doído, mas, nesta perspectiva é preciso saber que todas as categorias sociais da AF, desde as de subsistência até aquelas totalmente inseridas no mercado, precisam ser reconhecidas socialmente pela condição profissional, através das mediações da natureza e do mercado, que podem se sobrepor eficientemente no caso dessa categoria social dada sua estreita vinculação pessoal com a atividade.
Produzir para o mercado é uma necessidade imperiosa, pois a fome é diária e não apenas um slogan copiado dos países avançados. A essa necessidade devem se adaptar pequenos e médios produtores e consumidores. AF, hoje mais preocupada com o mercado, vêm postergando a competência herdada das gerações precedentes com a busca de novos conhecimentos e novas práticas. Daí a importância da pesquisas e do conhecimento da nanotecnologia aplicadas à agricultura estejam de acordo com as necessidades econômicas e sociais desses agricultores,
Para tanto, AF precisa receber um apoio mais eficiente do Estado, especialmente a partir dos Programas de Apoio, que visam incrementar iniciativas de desenvolvimento local e regional. Apesar disso, AF depara-se ainda com grandes desafios frente aos efeitos combinados de abertura econômica no contexto da globalização de mercados e de investimentos, que têm gerado grandes transformações no ambiente concorrencial nos mercados agrícolas tradicionais e nos novos mercados.
No Brasil muito se convive com micro produtores (voltados para subsistência) e agricultores em fase de transição para o mercado e aqueles sem recurso suficiente para aproveitar janelas de oportunidade criadas tanto pela aplicação de “velhas” tecnologias como pelas mais recentes inovações tecnológicas. Nesse universo extremamente heterogêneo, dificilmente políticas tradicionais de promoção e difusão tecnológica poderão responder de forma adequada a esse mosaico de situações que compões a agricultura familiar.
O segmento familiar no país também varia de região para região e de acordo com as atividades agrícolas que desenvolvem. Tanto assim que no Norte, pelo aprisionamento das forças de mercado, a modernização tem favorecido a política econômica e social. Logo, não dispõem de maiores recursos e de agricultores com grau de instrução mais elevado, relativamente às demais regiões brasileiras.
A agricultura familiar ainda enfrenta restrições de acesso ao mercado de serviços em geral e não apenas ao crédito. Aí, entra a nanotecnologia.
Para fins desta reflexão, na qual o grau de conhecimento/desconhecimento sobre uma nova tecnologia com características incrementais e revolucionárias, está sendo direcionado, optou-se pela seleção de agricultores familiares, que trabalham com áreas menores entre 5 e 25 ha, medidas ofertadas pelo Incra e Governo Estadual, pelo tamanho da área e pelo potencial da nanotecnologia.
Bem, primeiro vamos saber o que é nanotecnologia. Numa leitura transversal das páginas cotidianas, impressas e digitais, de que pequenos e médios produtores nunca ouviram falar dos benefícios da nanotecnologia, implica na exclusão de parcela expressiva dos mesmos, como também de muitos que sabem da existência da mesma.
Tomando - se o sistema produtivo vigente voltado ao agronegócio, a experiência vivida mostra que as perdas sócio-econômicas impostas àqueles que não tem condições de se adequarem ao novo sistema de produção, são enormes. Falar em nanotecnologia vem à mente agrícola, máquinas menores e melhores. Bem não é só isso, mas para a AF é só isso. Um novo tempo precisa caber no bolso e olhe que o bolso é raso. Bem este assunto interessa diretamente ao leitor.
Sem tratar dos impactos – positivos e negativos – que esta contribuição poderia trazer para a AF é preciso refletir sobre o conceito de agricultura familiar que tem sido discutido em razão das grandes transformações surgidas nos mercados, novos padrões de organizações produtivas, novos fluxos comerciais, os conseqüentes desafios nas formas de integração econômica e inserção social e nas características sociais internas. Bem aí, entra em campo OS PRODUTORES DE CIÊNCIAS.
A importância dessas reflexões não é de natureza teórica, pois teoria é que não falta à agricultura familiar, mas prática, uma vez que indica possíveis modos de intervenção de todos os poderes junto a agricultura familiar. Os produtores rurais de economia familiar vêm, lentamente ganhando mais espaço político no país, pela importância do papel que desempenham na produção de alimentos e bem que merecem políticas publicas melhores. Soma - se a isso a necessidade em promover o acesso a terra e a outros fatores de produção – crédito e infraestrutura – de forma a consolidar seu potencial e a sua declarada necessidade inovativa.
E, o desenvolvimento tecnológico, com a preocupação de incorporá-lo de modo adequado e responsável à agricultura familiar, deve ser perseguido. Para a produção familiar fazer frente às mudanças dos quadros econômico e institucional, precisa se adaptar às novas exigências de eficiência, escala e qualidade. Para isso é preciso que se disponibilize um efetivo suporte científico como estratégia da viabilização econômica e social desse segmento rural. Aí aparece a nanotecnologia para pular a produtividade, fixar a qualidade, otimizar o emprego no campo.
E defender milhares de agricultores familiares. É neste contexto que a Embrapa, empresa de grande competência na geração de conhecimento científico agrícola e tão criticada por apoiar o agronegócio precisa direcionar suas baterias com melhor poder de fogo tecnológico também para a agricultura familiar. Nessa mesma direção de CT&I está o CNPq, órgão público de pesquisa e que precisa ter maior atenção para esse segmento de produtores rurais de economia familiar, ta também na linha de fogo.
É dentro deste balaio aberto à tecnologia, que se deve considerar a agricultura familiar que hoje exerce múltiplas funções, à medida que amplia a preocupação com a certificação dos produtos, qualidade de vida, proteção do meio ambiente, acesso aos serviços como saúde, educação e cultura e que já se depara com normas e padrões internacionais.
As transformações contemporâneas impõem um novo consenso sobre a competitividade que, por se afastar dos pressupostos da produtividade e se aproximar dos da qualidade, (re) introduz a questão da centralidade do trabalho técnico, mas cuja flexibilização passa a apontar para a qualidade de vida do trabalhador, qualidade do produto e do meio ambiente. Bem, deixar a relação de pertencimento e partir em direção à fluidez mercadológica é doído, mas, nesta perspectiva é preciso saber que todas as categorias sociais da AF, desde as de subsistência até aquelas totalmente inseridas no mercado, precisam ser reconhecidas socialmente pela condição profissional, através das mediações da natureza e do mercado, que podem se sobrepor eficientemente no caso dessa categoria social dada sua estreita vinculação pessoal com a atividade.
Produzir para o mercado é uma necessidade imperiosa, pois a fome é diária e não apenas um slogan copiado dos países avançados. A essa necessidade devem se adaptar pequenos e médios produtores e consumidores. AF, hoje mais preocupada com o mercado, vêm postergando a competência herdada das gerações precedentes com a busca de novos conhecimentos e novas práticas. Daí a importância da pesquisas e do conhecimento da nanotecnologia aplicadas à agricultura estejam de acordo com as necessidades econômicas e sociais desses agricultores,
Para tanto, AF precisa receber um apoio mais eficiente do Estado, especialmente a partir dos Programas de Apoio, que visam incrementar iniciativas de desenvolvimento local e regional. Apesar disso, AF depara-se ainda com grandes desafios frente aos efeitos combinados de abertura econômica no contexto da globalização de mercados e de investimentos, que têm gerado grandes transformações no ambiente concorrencial nos mercados agrícolas tradicionais e nos novos mercados.
No Brasil muito se convive com micro produtores (voltados para subsistência) e agricultores em fase de transição para o mercado e aqueles sem recurso suficiente para aproveitar janelas de oportunidade criadas tanto pela aplicação de “velhas” tecnologias como pelas mais recentes inovações tecnológicas. Nesse universo extremamente heterogêneo, dificilmente políticas tradicionais de promoção e difusão tecnológica poderão responder de forma adequada a esse mosaico de situações que compões a agricultura familiar.
O segmento familiar no país também varia de região para região e de acordo com as atividades agrícolas que desenvolvem. Tanto assim que no Norte, pelo aprisionamento das forças de mercado, a modernização tem favorecido a política econômica e social. Logo, não dispõem de maiores recursos e de agricultores com grau de instrução mais elevado, relativamente às demais regiões brasileiras.
A agricultura familiar ainda enfrenta restrições de acesso ao mercado de serviços em geral e não apenas ao crédito. Aí, entra a nanotecnologia.
Para fins desta reflexão, na qual o grau de conhecimento/desconhecimento sobre uma nova tecnologia com características incrementais e revolucionárias, está sendo direcionado, optou-se pela seleção de agricultores familiares, que trabalham com áreas menores entre 5 e 25 ha, medidas ofertadas pelo Incra e Governo Estadual, pelo tamanho da área e pelo potencial da nanotecnologia.
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