Política agrícola: porque é tão difícil dar certo.


       A base da política agrícola brasileira é constituída sobre um alicerce de ações que são processadas através de planejamento, financiamento e seguro da produção.  Falar em produção, o apoio aos estudos que acompanham todo o ciclo produtivo pode ser dividido em coleta de dados, intermediação da gestão de risco, linhas de crédito, e os ainda presentes subsídios econômicos. Vamos dividir esse mundo de burocracia e despesas em três eixos congruentes ou vamos batizá-las de - linhas de atuação - como:
- gestão de risco: para gerir uma gestão dessas não é brinquedo não, o agricultor irá precisar de uma ferramenta que vai indicar o melhor período para se plantar e olhe que a Lua já fez e ainda fará muitos acreditarem em seu feitiço, conforme a análise histórica do comportamento climático. Caindo na real, trata-se do Zoneamento Agrícola de Risco Climático. Tudo isso antes de iniciar o cultivo. Caso toda essa perspectiva afunde, o agricultor poderá contar com o
- seguro rural: Bem, aí é assunto para outra discussão.
Mas, para dar certo só contando com os
- financiamentos: a movimentação financeira é a farra do capitalismo e na agricultura estes recursos viabilizam o ciclo do plantio e cobrem outras necessidades, pois nem só de plantio vive o homem do campo.  As linhas de crédito, as quais o homem do campo tem acesso para custeio, investimentos e comercialização estão verticalizadas dentro dos vários programas que financiam as diversas necessidades dos produtores, desde a compra de insumos, construção de armazéns até a espera da melhor oportunidade de comercialização. Muito bem, após este breve comentário sobre Política Agrícola e sua inexatidão tem outra política nacional bem interessante: a política pesqueira. Vamos a ela.
Política pesqueira. Nessa tem peixe graúdo e muito lambari. Falo sério. Se tem uma política que nasce certa é essa, pois já nasce dentro da água. Essa não precisa fazer água.
É tido e sabido que a justificativa é forte: imensidão das águas nacionais, embora a cada ano vá se encolhendo, a piscosidade , embora cada ano o peixe fique mais longe e o despreparo da comunidade pesqueira. Até aí tudo bem. Agora a pergunta: quantos extensionistas de pesca temos? Se houver uma resposta quantitativa correspondente a cada pescador, me dou por satisfeito. Quanto à qualitativa, melhor calar. Seja como for, arrolamos a seguir alguns desafios que poderão ser úteis para se pensar em sair a pescar por aí, pensando em política pública:
- o desenvolvimento sustentável se aproximar dos objetivos da atividade pesqueira;
- o desenvolvimento local ser contemplado em sua amplitude devido a velocidade da comercialização.
- lembrar da cultura dos povos ribeirinhos e,
- produzir bibliografia, pois muito da que temos está estacionada em algum criatório;
Bem, reduzindo a reflexão à uma lamina de água precisamos saber que antes de sair por ai para multiplicar os peixes é preciso certificar de que o produtor passou nos testes de qualificação e criar estrutura pra sua idealização. O resto é pescaria.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Metáfora do Avião - Uma viagem pelas asas da psicanálise

Metáfora do farol - Sua Parte: um novo barco atravessa o Aqueronte

A metáfora da corrida do revezamento