Ansiedade pode causar sintomas físicos? O que a psicanálise tem a dizer
A ansiedade é frequentemente associada a pensamentos acelerados, preocupação constante e dificuldade de relaxar. No entanto, seus efeitos não se limitam ao campo mental. Muitas pessoas experimentam sintomas físicos intensos sem uma causa médica evidente.
Falta de ar, tensão muscular, palpitações, dores no peito, desconfortos gastrointestinais — todos esses sinais podem aparecer como expressão de um estado interno que não encontra outra forma de se manifestar.
Mas o que está em jogo quando o corpo começa a falar dessa maneira?
Na psicanálise, a ansiedade não é vista apenas como um excesso de preocupação, mas como um sinal de algo que escapa à simbolização. Trata-se de uma experiência que coloca o sujeito diante de um ponto de tensão psíquica que não foi elaborado.
Quando isso ocorre, o corpo pode ser convocado a sustentar aquilo que não encontrou lugar na palavra.
Isso não significa que os sintomas físicos sejam imaginários. Ao contrário: eles são vividos de forma concreta e, muitas vezes, intensa. A questão que a psicanálise introduz não é a de negar o corpo, mas de ampliar a escuta sobre ele.
O sintoma físico pode, então, ser compreendido como parte de uma linguagem singular, que aponta para algo que precisa ser escutado.
A ansiedade, nesse sentido, não é apenas um problema a ser eliminado, mas também uma via de acesso àquilo que insiste.
Ao longo de um processo analítico, o sujeito pode começar a dar forma, em palavras, ao que antes se manifestava no corpo. E, nesse movimento, algo pode se transformar.
Se a ansiedade tem se manifestado também no seu corpo, talvez seja o momento de considerar não apenas os sintomas, mas aquilo que eles podem estar tentando dizer.
A Psicanálise oferece um espaço de escuta para isso.
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